segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

2011 e o Cálice Sagrado!

Saudações!

Imagem retirada do blog Ponte Oculta.
E aqui vamos nós para o primeiro post de 2011! Espero que vocês, gentis visitantes do Casa Conto tenham desfrutado bem das festas de final de ano.

Sei que havia prometido – no último post – tecer considerações sobre os habitantes do mundo feérico. Vou dar uma pequena pausa no assunto, porque preciso comentar sobre o livro pra lá de interessante que descobri ser meu.

Masss, hein???


Capa do livro.






Pois é. Um incentivo da minha querida mestra em pesquisas...risos!
Trata-se do exemplar polêmico escrito pelo trio de pesquisadores Michael Baigent, Richard Leigh e Henry Lincoln. Sim, “The Holy Blood and the Holy Grail” (O Santo Graal e a Linhagem Sagrada).

Não poderia deixar de fora do Casa Conto a lenda do Cálice sagrado.

Se você já leu o Código da Vinci de Dan Brown, prepare-se para este livro fruto de uma intensa pesquisa.

O ponto de partida da pesquisa é a figura do padre Berenger Sauniére cuja influência sobre os seus superiores e nobres europeus da época teria sido alcançada em virtude de alguma coisa descoberta nas fundações da Igreja de Rennes-le-Château, no sul da França.

O que seria essa “coisa”? As conclusões são surpreendentes. Mas, pelo menos para mim, difíceis de serem desmentidas pela intensa clareza de raciocínio apresentado e pelas fontes bibliográficas utilizadas.

Eu recomendo a leitura para quem deseja ter uma visão mais abrangente da personalidade de Jesus levando em conta os aspectos sociológicos, políticos e econômicos que norteavam o período em que ele viveu. É, no mínino, para nos fazer pensar sobre. E claro, para quem tem interesse na Ordem do Templo e os famosos Cavaleiros do Cristo, os Templários.

De qualquer forma, o livro investiga a lenda que geralmente é associada ao Cristo. Segundo algumas tradições foi o copo no qual José de Arimatéia colheu o sangue de Jesus.

De acordo com o livro, os primeiros romances sobre o cálice sagrado repousam em elementos pagãos.

“(...) No mabinogion, uma compilação de lendas galesas mais ou menos contemporâneas aos romances sobre o cálice, embora baseado em material mais antigo, existe um misterioso caldeirão do renascimento; guerreiros mortos, jogados dentro dele quando a noite cai, ressuscitam na manhã seguinte.”

Acho que já falamos sobre o caldeirão dentro da cultura celta, não é mesmo?

“Este caldeirão é freqüentemente associado a um herói gigantesco chamado Bran, que possuía um prato no qual “qualquer comida que se desejasse podia ser instantaneamente obtida” – uma propriedade às vezes atribuída ao cálice.”


Um prato, um caldeirão, comida inesgotável. Falta só aparecer a nossa simpática Strega Nona, a bruxinha do conto infanto-juvenil que tivemos a oportunidade de conhecer alguns posts atrás.

Não se sabe como, os romances sobre o objeto mudaram radicalmente, tornando-o ligado a figura de Jesus.

“A despeito da desaprovação clerical, esses romances floresceram por quase um século, criando em torno de si um culto próprio, independente, um culto cuja duração, curiosamente acompanhou aquela da Ordem do Tempo (...)”

E, a partir daí, o trio de investigadores se debruça sobre as histórias sobre o objeto começando pelo primeiro romance genuíno sobre o cálice, escrito aproximadamente em 1188. (Le Roman de Perceval ou Le Conte Del Graal).

Quem diria que o Cálice sagrado tinha/ tem um quê de pagão?
Um outro romance sobre o assunto liga o Cálice ao Rei Artur, personagem marcadamente celta.

Enfim. Leitura intrigante e fascinante pelo que propõe e como propõe.

E foi uma vez.

Obs.: O Blog " Ponte Oculta" traz um post sobre o assunto. Visite se quiser saber um pouco mais sobre.