segunda-feira, 20 de dezembro de 2010

AS MOIRAS FEÉRICAS


Um fio de ouro, 1885. Imagem do portal SRN

“A fada também é uma mulher, o espelho mágico em que ela se mira embelezada.” ( Jules Michelet)

Hoje minhas divagações foram para o lado mais... Doce dos contos.

Já que concebemos os opostos como um pressuposto para o equilíbrio, fiquei imaginando onde entrariam as Fadas.Estes seres benéficos dos contos que se apresentam como ajudantes tão importantes no enredo que, se não fosse por elas, talvez o final feliz não acontecesse. Se você parar para pensar, na maioria das vezes o herói não faz exatamente muita coisa. Ele depende de seus ajudantes mágicos.

Bom, por enquanto estou tentando seguir minha linha de raciocínio tendo como base o nosso caro Michelet. Então, permitam-me usar mais um trecho de seu livro em que ele também tenta explicar quem eram as fadas.

“O que se conta é que, outrora, rainhas dos gauleses, orgulhosas e caprichosas, à chegada do Cristo e de seus apóstolos, mostraram-se impertinentes e lhes deram as costas. Na Bretanha, dançaram nesse momento e nunca mais pararam de dançar (...)”

Segundo Monika Kon Voss em seu artigo “ A tradição feérica e o povo das fadas”: “A palavra inglesa ‘fairy’ [fada] deriva do francês antigo ‘faerie’ e do latim ‘fata’, referindo-se ao destino, no sentido daquilo que nos está fadado.”


Tinker - bem geniosa para uma fadinha!
 As fadas não são exatamente uma versão boa das bruxas. Em certo sentido, são como bruxas. Muitas delas voluntariosas e caprichosas. Um exemplo? Tinker Bell, a Sininho. A fadinha de Peter Pan possui um gênio bem difícil. Ou então, Titânia, a rainha das fadas em “Sonho de uma Noite de Verão” (Midsummer-Night´s Dream de Shakespeare) que enredada no feitiço de Puck e Oberon, passa a amar um burro.

Então, posso dizer com certa segurança que em “Contos de Fada” o elemento “Fada” não está ali para designar os habitantes do mundo feérico, mas sim para designar o destino do protagonista.

As fadas da tradição irlandesa lembram-me muito as Ninfas, as Graças e as Fúrias da mitologia helênica.
Na verdade, ao descobrir o verdadeiro sentido do elemento dentro da composição “Contos de Fadas”, as figuras que me vieram à mente foram as Moiras, também chamadas de Parcas.

As parcas formam um trio feminino responsável pelo fio da vida. São elas que decidem quando e como cada ser humano deve morrer ou/ e nascer.

“Eis as Moiras, com seus respectivos símbolos: Cloto é a que fia, e seu fuso representa o curso da existência. É apresentada como uma mulher jovem e extremamente bela. Láquesis é a que determina o curso do destino. Ela é retratada como uma mulher madura, uma mãe de família. Átropos é a inflexível, a temível anciã que corta o fio da existência com sua tesoura e decreta morte da pessoa. Ela tem a aparência de uma velha feiticeira” (Trecho de uma reportagem especial sobre Mitologia Grega, presente na revista História Viva.)


O destino da personagem está nas mãos dos seus comparsas mágicos. Cinderela, por exemplo, nunca teria ido ao baile se não fosse a interferência de sua madrinha mágica.

Assim, o que não são os contos senão as narrativas que envolvem seres humanos na grande aventura da vida? Nos contos de fadas a linha da vida já foi tecida. E o trabalho de Átropos é suavizado com o “E Foram felizes para sempre” já que nunca contemplamos o envelhecimento das personagens e, claro, a sua morte.

Continuamos as divagações sobre o povo feérico mais tarde.

E foi uma vez!

sábado, 18 de dezembro de 2010

A Feiticeira Iceni.

Falávamos de feiticeiras e bruxas.


Fomos da filha do moleiro até o miraculoso caldeirão de Strega Nona, a avó feiticeira de onde nos detivemos em algumas considerações sobre a cultura celta.

Imagem retirada do blog Janela da Alma.
Os celtas também tem a sua feiticeira, nascida do “tempo da desesperança”. Não da desesperança religiosa imposta pela Idade Média, mas da desesperança imposta pela dominação romana.

Boudicca. Confesso: nunca havia ouvido falar nesta figura. Depois de uma “conversa” casual (coloco entre aspas, porque foi mais uma destas conversas culturais inovadoras para mim.) e de um documentário sobre (History Channel, um destes canais com documentários espetaculares) acho que posso tecer alguns comentários.


Boudicca, a rainha dos Icenos foi casada com o rei Prasutagos.Desta união, Boudicca teve duas filhas. Após a morte de seu marido, ela foi vítima de um ataque romano. Os romanos estavam expandindo o seu império e impondo-se às demais tribos, era o ano de 61 D.C.

Obviamente, negando-se a submeter-se ao jugo romano, Boudicca foi severamente punida. Torturada e espancada teve também de assistir ao suplício das filhas - estupradas por soldados romanos. (Dureza ser mulher nestes tempos, fala sério!)

O que os romanos não esperavam é que Boudicca fosse ressurgir como uma terrível fênix movida pelo desejo de retaliação. E, que, pior! Fosse capaz de mobilizar centenas, milhares de homens celtas contra as legiões romanas.


Imagem do blog "Visão Periférica".
 Na civilização celta homens e mulheres são duas forças opostas, que se complementam. Logo, mulheres liderando ou participando de fronts de batalha não eram nada incomuns.

Mas... Eram para os romanos.

Roma tinha em suas mulheres seres submissos aos deveres do lar. Sua principal atuação acontecia no ambiente doméstico. (não que isso fosse menos terrível. As mulheres romanas também tinham seus estratagemas de dominação, mas não se impunham na esfera masculina. Em Roma, homens e mulheres tinham papéis estabelecidos. As mulheres, em geral, deviam obediência ao chefe da família. Já tínhamos uma sociedade com um contorno mais patriarcal.)

Assim, imagine o quanto poderia ser vergonhoso para um romano além de perder uma batalha, perdê-la para uma mulher!

No blog Janela da alma ( o post sobre a Rainha dá uma boa visão do caráter sociológico da época, recomendo ler. É interessante e completo, caso você queira saber mais sobre Boudicca.) conta que “A grande rainha é descrita usando sua tartan (tecido xadrez típico) e completamente armada, segundo Tácito, “numa aparência quase aterrorizante”.

Achei engraçado quando li sobre o uso do tartan, típico dos escoceses, mas é preciso lembrar que estamos falando da dominação do território que hoje conhecemos como Inglaterra e Escócia. O Blog traz até um adendo sobre o filme “Coração Valente sobre o hábito de pintar-se de azul. A tinta azul que Boudicca e seu exército faziam questão de ostentar em seus corpos antes das batalhas”: “(...) na batalha final, ele (William Wallace), assim como seus homens pintam o rosto e o corpo de azul, isso deve-se a tradição celta que era mais comum entre os Pictos da Escócia.”


(Por falar em pictos...Isso me fez lembrar uma guerreira picta de nome Êtain. Igualmente mortal. Falemos dela em outro momento.)

O final de Boudicca...Até agora me pareceu bastante incerto. É lógico que a retaliação motivada pela Rainha iceni foi ameaçadora para os romanos, mas inevitavelmente, fracassou. O que nos conta o Blog acima é que Boudicca e suas filhas fugiram e sabedoras que o único final que o destino lhes reservava era a morte (e ainda mais brutalidades por parte dos conquistadores.) desejaram exercer a suprema liberdade de pôr fim às próprias vidas, envenenando-se.

A siblia previa a sorte. A feiticeira a faz. É a grande, a verdadeira diferença. Ela evoca, conjura, opera o destino. Não é a Cassandra antiga, que via tão bem o futuro, deplorava-o, mas o aguardava. Esta cria esse futuro.”

E aí está, meu caro Michelet.

Esposa, mãe, guerreira e ... Mais um feiticeira.
Foi uma vez...!


Ps. Mais um blog interessante sobre Boudicca! Trata-se do Visão Periférica.   Traz outras informações interessantes e fotos ilustrativas.

sexta-feira, 17 de dezembro de 2010

STREGA NONA - SÉRIE BRUXAS AMIGÁVEIS

Retomando o post anterior... Esta história de La Befana me deixou intrigada.

Strega e seu caldeirão. Ilustração de Tomie de Paola.
Na verdade, minha mãe, uma descendente de família italiana, sempre nos conta sobre sua Nona. Sua avó benzedeira.

Para quem está por dentro das histórias de perseguições as bruxas, entende que benzedeiras e parteiras eram, muitas vezes, condenadas por prática de feitiçaria e magia negra. Quando não comiam crianças e participavam da missa negra, o Sabá.

Toda essa história de bruxas amigáveis me fez lembrar um livro, que uma amiga gentilmente me emprestou, chamado Strega Nona, a avó feiticeira. (Exatamente como a Nona da minha mãe...risos!)

O conto italiano, recontado e ilustrado por Tomie de Paola e lançado pelo programa Crianças Criativas, traz a simpática história de uma avó feiticeira possuidora de um caldeirão mágico. Um caldeirão capaz de cozinhar sozinho um lindo macarrão e só para de produzir o alimento quando Strega pronuncia um encanto. Se for possível fazer uma leitura crítica do livro (infanto-juvenil, diga-se de passagem) é interessante constatar que a bruxa vive em paz com o padre e a igrejinha da vila. O macarrão mágico é oferecido até mesmo ao seminário...!


A fúria da macarronada. Ilustrado por Tomie de Paola.
Bom, a amiga que me emprestou o livro, deixou claro que haviam alguns pontos interessantes entre o livro e a cultura celta. (Ela tem "expertise" no assunto, se é que me entendem!risos!) E não é que é? Eis que encontro um ( ou vários?) ponto de ligação entre Strega Nona e a Mitologia Céltica. Pois é. Mais uma dessas viagens da minha parte . Mas, é verdade. Os caldeirões tem uma importância ímpar para os celtas. Fonte de poder e prosperidade. Enfim, os celtas são (ou foram), sem dúvida, um povo mágico.


Em visita ao site Caldeirão de Ideias de Monika Von Koss (Muito bom, aliás! Monika se dedica ao estudo do sagrado feminino. É bem bacana, com um artigos legais à beça.) encontro a lenda celta de um caldeirão pertencente a Dagda, o Deus bom. “O Caldeirão de Dagda incessantemente produz a comida mais requintada e a bebida mais saborosa. Diz-se que ninguém se afasta insatisfeito deste caldeirão inesgotável e benéfico.”

Como Strega Nona é italiana, a comida mais saborosa não podia deixar de ser macarrão, não é mesmo?

Aí, está pronta a salada (com o perdão do trocadilho!risos). Um caldeirão que jorra macarrão, período medieval, bruxas, italianos e celtas...  Mas é aquilo. Grande parte das nossas histórias de fadas e bruxas vem da mitologia céltica ou nórdica, então...

De qualquer forma, Strega Nona consegue resolver todos os dilemas da história com três doces beijinhos (ah, pois é. O número três também é outra referência à cultura celta, mas falo disso outra hora, em outro post, quem sabe?).Vale à pena a leitura e recomendo visitar o site Crianças Criativas. Tem material didático bem legal.

Bom, é por essas e outras que eu recomendo uma leitura crítica com relação aos livros infantis. Você pode encontrar de tudo. É só ter olhos para ler.

E pensar que tudo isso começou com La Befana!

E foi uma vez...






La Befana - O papai noel de saias e vassouras da Itália.

Imagem de um site de viagem.
Concebendo este post em homenagem ao Mês de Dezembro.


Bem, esta para mim foi uma novidade inusitada. Se você pensava – como eu – que dia das bruxas era só no dia 31 de outubro, pode esquecer.

Fazendo algumas pesquisas habituais, acabei parando em um site bem bacana sobre o Natal. O interessante deste site é que ele traz informações sobre o Natal no mundo todo com curiosidades sobre a festividade. (Site Natal no Mundo.)

E eis que me deparo com a figura de La Befana, o Papai Noel de saias e vassoura da Itália. Pois é.

Ultimamente, tenho procurado expandir minha cultura geral graças a uma amiga norte-americana. É interessante como cada país tem sua particularidade, um traço único que o distingue dos demais.

Por exemplo, no Japão não se comemora o Natal. No mínimo, se acendem os típicos pisca-piscas. E isso, porque os soldados norte-americanos, em decorrência da segunda guerra, trouxeram este hábito.

Mas, voltando aos nossos amigos italianos:

Segundo o Blog “Dentro da Bota”, trata-se de uma personagem que visita as casas nos dias 5 e 6 de janeiro deixando doces (para crianças bem comportadas) ou carvões (para as malcriadas.) nas meias.

A lenda sobre esta mulher está ligada aos três reis magos que durante a peregrinação para encontrar o Messias, decidem descansar em sua casa. Em troca da hospitalidade da boa velhinha, eles a convidam para seguir com eles, mas ela se nega. Depois de algum tempo, ela se arrepende e na esperança de encontrar o menino Jesus sai distribuindo doces em todas as casas em que houvesse uma criança.

Hábito bem diferente, não é mesmo?

Quem diria...Papai Noel também tem o seu lado feminino...risos...!

E foi uma vez...

quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

A filha do Moleiro, uma Feiticeira.

Como vão, visitantes do Casa Conto?


Depois de algum tempo de descanso, eis que a “boa filha a Casa retorna!” risos!


Figura retirada do blog Fadas e Duendes.
 Bem, depois deste longo tempo sem postar (Também estava envolvida em gerar conteúdo para meu outro Blog.), mas ainda mergulhada em estudos, hoje desejo compartilhar mais um pensamento interessante sobre o Universo dos Contos.

Como sabem através de alguns post´s atrás estava entretida na leitura de Jules Michelet. O que me permitiu algumas reflexões sobre um outro conto, que embora não abordado pelo autor, me veio à mente ao ler o capítulo intitulado “Pacto”.

Trata-se do Conto Rumpelstiltiskin dos Irmãos Grimm, presente no livro “Contos para infância e para o Lar.” Inclusive, a nova animação de Shrek, a figura do duendezinho maléfico é trazida à tona como o causador de uma verdadeira reviravolta na vida do Ogro. Pontos para a Gansa Fifi, uma sátira impagável que faz referência ao livro de Charles Perrault – Contos da Mamãe Gansa. Fifi, a gansa, tem dois olhos vermelhos demoníacos e vamos deixar bem claro que...De Mamãe Gansa não tem absolutamente nada!


Para quem não conhece a história, em linhas gerais, trata-se de um moleiro canastrão que mente ao Rei alardeando que sua filha seria capaz de transformar feno em ouro. A jovem é, então, levada ao palácio e trancada em um quarto cheio do material. Ela deve transformar feno em ouro para preservar a própria vida.


Releitura moderna do Conto em Shrek 4.
 É então que a jovem camponesa recebe a visita de um serzinho que promete ajudá-la, caso ela lhe dê algo em troca pelo serviço.

E aí se fixa o “Pacto diabólico, do hediondo tratado em que, pelo ganho ínfimo de um dia, a alma se vende às torturas eternas” (MICHELET, 1992).


Ouso dizer que o duende em si não é ruim. Ele apenas trabalha por trocas. Apenas isso. O que motiva a desgraça da pobre camponesa são justamente os homens que a rodeiam. Primeiro: o próprio pai. Segundo: o rei e futuro esposo. E ambos motivados pela ganância que a forçam a dar o primeiro filho como pagamento pela última noite de trabalho do duende.

“(...) Ao aparecer, a Feiticeira não tem pai, nem mãe, nem filho, nem esposo, nem família. É um monstro, um aerólito, vindo não se sabe de onde. Quem ousaria, meu Deus, aproximar-se dela?”

Obviamente, apenas o duende. Já que a mulher é rechaçada, submetida ao poder patriarcal. O que comprova que a feiticeira nasce, conforme Michelet, do “Tempo da desesperança.”

“- Ah, então estás aí, finalmente... Não vieste de bom grado. E não terias vindo se não tivesses chegado ao fundo da necessidade mais profunda... Precisaste, orgulhosa, correr sob o chicote, gritar e pedir clemência, rejeitada por teu marido.”


Quem diria? A pobre filha do moleiro transforma-se em uma Feiticeira para salvar-se!

Para mim, este conto deveria entrar no prefácio da obra de Michelet. Injustiça, hein!risos...

E foi uma vez...

sexta-feira, 27 de agosto de 2010

Felizes para sempre que nada!

Olá.
Já que falamos do Universo dos Contos mais abaixo é sempre bom contextualizar, não é mesmo?

Com a necessidade de identificar a origem dos Contos de fadas por conta do meu projeto de graduação tive de correr atrás dos elementos que constituem os contos. Na verdade, em suas quatro principais roupagens: lendas, mitos, contos de fadas e fábulas.

Contos de Melissa - Essa campanha não
podia estar mais certa.
Mas, neste post nos deteremos nos Contos de Fadas. Vasculhei a internet e achei material bom, mas que por falta de referência confiável não pude citar. Porém, com o lançamento do filme "Alice no País das Maravilhas" de Tim Burton, algumas publicações contemplaram o universo dos contos. Foi assim que cheguei até duas reportagens muito boas da Revista Mundo Estranho e da Leituras da História (esta última é uma revista muito boa mesmo. Achei-a excelente. Afinal, ela também disponibiliza ao final das matérias dicas bibliográficas para quem quiser saber mais.)

Com nossa querida "Chapeuzinho Vermelho" deleitando-se com um grande naco de carne na capa, a Revista Mundo Estranho anuncia a que veio: "A origem sangrenta dos contos de fadas".

De fato. Os Contos de fadas trazem traços de canibalismo, necrofilia e violência. Não tem absolutamente nada da visão idílica de Walt Disney.

Beijo para transformar o sapo em príncipe? Que nada! É só jogar o sapo na parede e pronto! O bonitão se revela!
Gata Borralheira, inocente? Que é isso! Em uma das versões do conto é ela quem prensa a cabeça da madrasta em um baú...
Cinderela, então...Abusada enquanto dormia (para mim, dormir é uma forma de morte.) pelo príncipe/ rei é salva mesmo pelos dois filhos que na busca pelo leite materno acabam encontrando o dedo da mãe e, assim, retiram a farpa responsável pela maldição. ( sabe que ao me dar conta desta versão de Cinderela lembrei-me de Kill Bil. A heroína não entra em coma e é abusada sexualmente? E Bil? O pai da criança que amorosamente é o responsável pela situação da noiva???)

Apenas para citar algumas das versões fascinantes datadas do século 17.

Por que criar histórias tão violentas? Para responder a pergunta o  que se deve fazer é analisar o contexto social em que estas histórias estão inseridas. Segundo a reportagem de André Bozzetto Júnior e Lílian Rodrigues da Cruz em Leituras da História " (...) o conteúdo extremamente explícito dos contos difundidos por meio da oralidade era reflexo do próprio modo de vida dos principais propagadores, que eram os camponeses pobres, sobretudo os franceses." 

Primeiro: a visão sociológica que permite distinguir as diferenças entre as fases da vida humana não existia. Logo, não havia distinção entre o cérebro e as percepções de um adulto para uma criança.
Segundo: as condições precárias, com famílias inteiras dividindo a mesma cama e de onde, com frequência, as crianças podiam observar as atividades sexuais dos pais.
Terceiro: o propósito por trás da ideia de procriar era ter mão de obra para ajudar a família a se sustentar.

Com esse cenário, vamos combinar!, um final feliz é bem difícil de imaginar não é mesmo?

A reportagem de Leituras da História se detem na análise de Chapeuzinho Vermelho.
Para quem não conhece a versão original, a nossa querida menina (ainda sem o famoso capuz) ao visitar a vovó, é recebida pelo lobo com uma refeição composta de carne e vinho que ela come e bebe gostosamente. Na verdade, carne e sangue da doce vovó que foi exterminada pelo animal e que enverga orgulhosamente as suas vestes. Ah, sim. Só para constar: a menina, depois de um verdadeiro streap-tease (esqueça essa história de " Que boca grande você tem, Vovó!") é devorada pelo lobo. E....
E....

FIM.

(É. Cadê o lenhador quando se precisa dele?)

Tudo isso para dizer o seguinte: garotas! Fiquem longe de estranhos e obedeçam os mais velhos!
Acredito que na época deveria ser muito comum os estupros às jovens. Assim, a história funcionaria como um alerta para que as moçoilas ficassem atentas as artimanhas de sedução dos lobos/homens.

Bem, na prática publicitária nós temos diversos elementos dos contos de fadas que, vez ou outra, são trazidos à tona. ( a imagem do post - e que acredito já ter usado em algum outro lugar do Casa Conto - é um exemplo.)
De qualquer forma, acho interessante o final da reportagem de Leituras da História que aqui transcrevo:

" (...) Se levarmos em conta que elas (as crianças) tem acesso a uma enxurrada de informações, oriundas das mais diversas fontes (internet, televisão, revistas, entre outros) e que a estrutura capitalista parece investir cada vez mais na visão da criança enquanto consumidora, e que a mídia, de uma maneira geral, veicula conteúdos de teor sexual com ênfase sem paralelo, não nos parece absurda a ideia de que o conto sobre a meiga garotinha de capuz vermelho e o lobo malicioso esteja esperando para ser escrito novamente."

E foi uma vez.

quinta-feira, 26 de agosto de 2010

Concurso Sony!


Concurso legal rolando no site http://www.concursodeixesuamarca.com.br/.

Os internautas acessam a página da Sony e são convidados a customizar o Trik, nova Doc Station para aparelhos de áudio portátil, como o Ipod.

Um júri escolhe as melhores criações e os premia com produtos da Sony.

Você pode criar suas próprias estampas ou escolher entre as disponíveis pelos artistas plásticos parceiros da promoção - Ateliê Josephina, Vorko, Bicicleta sem freio. (Além de conhecer um pouco sobre os artistas.)


E foi uma vez! Ou será, não é mesmo?

Vai que você participa e ganha?

quarta-feira, 25 de agosto de 2010

O grande Pã morreu.



Bom, já que tivemos mais um longo período de ausência, vamos dar uma faxina na casa, não é verdade? Aproveitando as novas funcionalidades disponíveis pelo e-blogger dei uma "redecorada" no Casa Conto! Sintam-se à vontade.

Post dedicado a recomendação de leitura. Trata-se de "A Feiticeira" de Jules Michelet.

Lendo muito, pesquisando muito e eis que me deparo com esta obra que considerei fascinante. Trata de uma longa reflexão sobre o papel da mulher na sociedade. E, para o meu deleite, encontro algumas referências relativas à alguns contos famosos - Barba Azul, Pele de Asno, Bela e a Fera... - em uma interpretação em que ainda não havia pensado.

O livro também conseguiu reacender meu interesse pela mitologia em geral, já que Michelet diversas vezes recorre às figuras mitológicas helênicas para ilustrar seus pensamentos.

J. Michelet debruça-se sobre a figura da mulher nas civilizações consideradas pagãs até a Idade Média, época famosa pelas inquisições e domínio absoluto da Igreja. O primeiro capítulo já anuncia a morte de Pã, divindade secundária no panteão de deuses gregos. Pã é filho de Hermes, representado como uma criatura metade homem, metade bode, com chifres que adornam sua cabeça. É um amante incansável, com um apetite sexual extraodinário. Este estranho ser habita as florestas e está sempre em busca de belas mulheres para satisfazer-se.

Michelet, no entanto, ao anunciar sua morte, declara a morte de toda uma crença pagã baseada nas forças da natureza. Pã torna-se dali por diante, o próprio Satã. ( E, então, podemos entender de onde surgiu a figura do homem com chifres, que vez ou outra aparece metade homem, metade bode. Esta é a minha interpretação baseada no que Michelet traz.)

Com a morte da Natureza vem também a morte do feminino. O culto à Mãe Terra ( símbolo da fertilidade, a força motriz que dá origem ao mundo. A Mãe é representada como uma estátua de uma mulher com curvas generosas) é derrubado pelas crenças propagadas pela Igreja Católica. Patriarcal, a mulher torna-se a razão do pecado. Pois é ela quem provoca Adão e os expulsa do paraíso ao comer do fruto proibido.

E daí por diante, Michelet vai desfazendo o seu fio de Ariadne através dos registros deixados pelos inquisidores do período.

Vale a pena. Nos próximos posts tentarei tecer algumas considerações sobre as interpretações que J. Michelet traz sobre estes contos que citei.


E foi uma vez para Pã.





Atenção: a imagem que ilustra este post foi retirada do blog Poeira Cósmica. Infelizmente, não sei o artista responsável pela obra já que o blog não traz a informação. De qualquer forma recomendo uma visita se quiser saber mais um pouco sobre Pã.

sexta-feira, 28 de maio de 2010

Viral "Expresse-se!"

Saudações aos visitantes ocasionais do Casa Conto!
Fiquei um tempinho longo sem postar por conta das atividades, mas eis que retorno ao Lar...

Hoje para divulgar um projeto desenvolvido por nós, aspirantes à publicidade. Um pequeno vídeo para divulgar o nosso queridíssimo curso...Comunicólogo que é comunicólogo tem que se expressar. Nossos atores, que doaram seus cachês para instituições de caridade (risos!), são estudantes da UNESA, Petrópolis. A filmagem foi totalmente executada no Estúdio do Núcleo de Comunicação. A edição ficou por conta da Sabrina.
Um videozinho curto como todo bom viral deve ser. O que é um viral? Geralmente em formato de vídeo leve, é uma campanha publicitária onde os próprios internautas tratam de divulgar passando para seus contatos. Sim. O viral aproveita-se do meio eletrônico. É uma boa opção para quem quer gastar pouco.
O legal deste tipo de meio é que você só precisa ter criatividade. Com um celular ou uma máquina fotográfica é possível produzir estes videozinhos. Nada de sofisticação, só uma ideia na cabeça.


Bom, vai o exemplo concreto de nossa empreitada...
"Expresse-se você também"!

E foi uma vez....
video

sexta-feira, 19 de março de 2010

O mundo de Sara Kay!


Saudações!

Acabei de achar um presente que ganhei de minha mãe...Trata-se do álbum de figurinhas Bem Me Quer, com as doces ilustrações de Sara Kay!

Nunca me deti a "estudar" mais demoradamente o álbum, mas fiquei curiosa com relação à autoria dos desenhos. Na verdade, esse exemplar tem até uma história bem romântica.

Meu pai, na época em que era apenas um namorado, costumava dar álbuns para minha mãe e ambos se propunham a completá-lo. Isso me rendeu um álbum completo do Amar é... (Se bem que, vamos combinar que nesse aqui eles não fizeram tão bom trabalho!risos...Faltam tantas figurinhas!)

História romântica à parte, logo na contra capa da publicação de 1982 (só porque achei o máximo: custo de 40 cruzeiros! Coisa doida...) encontramos um pouco da biografia de Sara Kay, uma australiana que adoooraaa lugares mais traquilos e vivia pacatamente com seus filhos e animaizinhos de estimação em um pequeno bosque aconchegante. Kay, começou a trabalhar profissionalmente como desenhista em uma...AGÊNCIA DE PUBLICIDADE! Onde, certo dia, criou vinte ilustrações que tomaram o mundo e fizeram parte do idílio romântico dos meus pais! risos... (Informação extra: no blog de Mariana Kalil, diz que Sara começou a desenhar para distrair a filha doente.)

De qualquer forma, vale conferir. A arte de Sara Kay é realmente linda e muito fofa!

E foi uma vez...

ps. A ilustração deste post foi retirada do blog de Mariana Kalil.


quarta-feira, 17 de março de 2010

Bonecas & arte!



Saudações!

Hoje, dica rápida de site.

Estava dando umas voltinhas no Deviantart (neste endereço você encontra uma coleção de wallpapers além do trabalho de muita gente boa em pintura digital, desenho e tudo mais.) quando acabei no site do Noel Cruz.

Do pouco inglês que entendo, um filipino que mora nos EUA com a esposa e filho. O interessante é que Cruz especializou-se na fabricação de bonecas e bonecos de famosos (Acho que através do site você pode entrar em contato para encomendar uma réplica personalizada de você mesmo.)

O filipino desenha muito bem. Os retratos são muito bons. (o forte dele são os rostos.)

Dá uma passada. A coleção de bonecas de famosos é realmente muito legal e algumas delas são iguaizinhas aos retratados. (como se pode ver nas amostras que retirei do site. O Legolas e Jack Sparrow)

E foi uma vez!

terça-feira, 16 de março de 2010

Site e pipocas!


Olá!
Hoje vamos "quebrar" um pouco o assunto sobre "animações e ilustrações.
Confesso que acabei me distraindo com o site da SIB e deixando uma obrigação de lado....
Sim. Falo da tão temida MONOGRAFIA.
Apesar de parecer (e ser!) bastante sofrido confesso que ainda sim estou conseguindo me divertir. Um dos segredos da arte de escrever projetos acadêmicos é escolher um tema que você
goste. Já que, praticamente, ficamos horas em frente ao computador imersos em um mar de livros, artigos e reportagens.

Assim, defini meu tema como " O impacto da narrativa cinematográfica no roteiro publicitário".

Detenho-me a analisar e comparar os roteiros de cinema e a capacidade dos comerciais em absorver algumas técnicas. Dentre elas: a arte do conto. Para corroborar com o que defendo, faço um estudo de caso do mini-filme da Chanel Nº 5 " Her smile. Her Kiss. Her perfume" com Nicole Kidman e Rodrigo Santoro.

Em um resumo bastante raso, aí está minha monografia. Mas, o que desejo com este post é deixar um dica de site que gostei bastante.

Trata-se do Portal de Linguagem do Cinema. Um site com artigos, publicações, entrevistas e tudo o que se precisa para abordar com relativa segurança o tema. E, claro, desfruta de credibilidade já que é um site que dispõe da coloboração dos estudantes de comunicação da Universidade Federal do Rio de Janeiro.

Vale a pena demorar-se na visita.

Também traz dicas de livros, informação vital para quem está desenvolvendo o projeto monográfico.

A " Biblioteca virtual" traz muito artigo útil. Então, se você também se interessa por cinema, fica a sugestão de um bom site para pesquisa.

E foi uma vez!

segunda-feira, 15 de março de 2010

Desenha aí!!!



Bom, para dar uma animada no blog (literalmente!) estou, como já disse, fazendo algumas pesquisas sobre ilustração e tal. E, tive a grata surpresa de encontrar o site da Sociedade dos Ilustradores do Brasil. (SIB)


Olha...Tem cada coisa boaaaa!!! A galeria SIB tá cheínha de profissional que arrebenta! Dedicando-se tanto ao designer gráfico quanto ao editorial de livros infanto-juvenis. Estou à tarde inteirinha me divertindo...!Descobri até quem é a ilustradora responsável pelo meu queridíssimo personagem Toddynho ( Tá curioso, também? Então, conheça a Cecília!).

Já fiquei por dentro do surgimento dos lobisomens através das primeiras 15 páginas sangrentas do livro " O Lobisomem está à solta" de Fábio Sgroi ( vale dar um confere na sessão dos links!) que gentilmente nos cede em pdf uma amostra do livro.

Alexandre Rampazzo também tem um blog muito bom, com notícias de livros de sua autoria ou de outros escritores. As ilustrações são super fofas! Lembram a minha infância. Sou fã de livros infantis. Fiquei curiosa para ler " A menina e o vestido de sonhos".

Alê Abreu, além das famosas ilustrações, dedica-se aos curtas. Vá em vídeos. Lá tem uma amostrinha do potencial do moço.

Claro, isso para citar alguns. Ainda não consegui ver todos os links que o site da SIB disponibiliza.

Uma verdadeira viagem!

O legal é você ver aquelas personagens conhecidas, embalagens, campanhas que foram ilustradas por esse pessoal. Além das páginas coloridas para a Galileu, Época, Aventuras na História... ( Site do Carlos Fonseca. As ilustrações são um show à parte. Tem que ter um bom conhecimento de figurino. Gostei bastante de uma ilustração para a Galileu, onde um macaco sai da cabeça de um homem.)

Se você gosta dessa área, é muito bom observar o trabalho destes profissionais. Eu, particularmente, se soubesse desenhar, adoraria participar de projetos de editoração de livros ou
de animação (falando nisso, dá uma passadinha no Anima Tv. Projeto interessante de divulgação da cultura através da animação. Alê Abreu participa do projeto com "Vivi Viravento".)

E foi uma vez!

ps. Imagem da autoria de Alexandre Rampazzo para o livro " A menina e o vestido de sonhos".

À Glauco, deixemos risos.


Bem, a notícia da morte de um dos cartunistas mais irreverentes do Brasil abalou todos os fãs de quadrinhos e tiras.


Estávamos falando no post anterior sobre a arte como forma de publicidade e, então, não poderia deixar de mencionar Glauco, cuja verve cômica e crítica nos levou à reflexão e ao riso.


Glauco Villas Boas, tinha cinquenta e três anos. Com prancheta e nanquim dava vida às personagens que o tornaram célebre: Geraldão, Chiclete com Banana, Dona Marta...Desde 1984 enchia de humor as páginas da Folha de São Paulo. (este parágrafo foi baseado no depoimento de Ricardo Viveiros e Zélio Alves Pinto, presente no Blo Universo HQ.)

Visitem a página do Blog Universo HQ. Milhares de fãs deixaram a sua homenagem à Glauco através de tiras e letras.


Recuso-me à verter lágrimas. Acho que nessa situação o melhor mesmo é deitar-se em risos póstumos em homenagem ao tão querido ilustrador.


E foi uma vez....


domingo, 14 de março de 2010

Fantastic art: Luiz Royo





Saudações!

Depois daquela "bronca" muito básica que tomei em uma disciplina da faculdade em relação às minhas artes, decidi tomar uma atitude e ter algumas aulas de desenho associadas à uma visão de corel e photoshop um pouco mais artística.

E encontrei alguns sites bem bacanas sobre o gênero. Recomendo um blog chamado Desenhistas autodidatas. Achei interessante, pois traz algumas dicas básicas e um material bem legal. Algumas noções sobre a cabeça humana, cartoons...

Bem, neste ínterim, finalizei sexta passada, uma ilustração de um tal "Luiz Royo", sugerida pelo meu professor. Digo, um tal porque até o momento, não conhecia o "rapaz". Então, fiz aquela busca básica pela net. E depois do que vi, achei que merecia um belo "post".

Royo, pertence a um estilo chamado Fantastic art. É espanhol e dedica-se ao universo dos "comics". (isso numa explicação bem rasa. Entre no website oficial para ter maiores explicações)

As ilustrações são lindas. Geralmente, belas mulheres com corpos esculturais em contraposição à figuras deformadas ou situações de agressividade e sexualidade.

Ele já lançou alguns livros, acredito que sejam coletâneas com seus desenhos - não consegui maiores explicações sobre.

Apesar de que, segundo o meu professor de desenho, existem alguns, digamos ,"erros" de anatomia e tal. E digo, "apesar" porque são erros que não interferem na proposta da ilustração ou tiram sua beleza. São coisas que nós, simples mortais, não conseguimos reparar (risos). Outro ponto interessante é que, geralmente, ele desenha suas personagens do torso para cima. Difícil ver os pés. Olhando bem você percebe que quando esta parte anatômica aparece - deixando claro que existem exceções! - , são pequenos demais ou achatados...Mesmo os pés dos homens são tão pequenos quanto o das mulheres. E, sabemos que existe uma diferença básica entre pés de homens e mulheres. Dos homens são maiores.

E, observando as artes, imagino que Royo não goste muito de desenhar homens....Embora existam personagens que merecem destaque. Exemplos do que digo: um samurai desenhado para a coletânea Dead Moon, sua versão de Conan, The Barbarian e os vampiros da coletânia "Victoria Francès". (Repare quando visitar o site que indico à baixo que os homens são substituídos por ilustrações disformes, anjos metálicos e por aí vai...)

Royo é "hit parade" desktop! Digo isso porque muita gente conserva na " área de trabalho" uma imagem de sua autoria. (Entre no site MetalShip e encontre uma centena de walpapers para você se juntar ao grupo! risos...) Acredito que ele também desenhe para jogos...Vou continuar minhas buscas para entender melhor.

Nos próximos posts vou começar a mergulhar nos diversos estilos de desenhos como meio publicitário...Acredito que dê um "bom caldo"...Afinal, já falamos da importância das imagens de capa dos romances de banca, não é mesmo?

E foi uma vez!

quarta-feira, 10 de março de 2010

Dê asas à sua imaginação com Red Bull!


Se você é fã de Red Bull e das historietas irônicas e divertidas, não pode perder o concurso que a marca está promovendo.


Ao fazer a pesquisa sobre o post abaixo, acabei no site do energético. Em tempos modernos, é assim. Você procura uma coisa e acha outra ainda melhor.


Enfim, para participar você nem precisa ter amplos conhecimentos de roteiro e nem ser um às na digitação! Basta ter uma ideia na cabeça. É só se cadastrar no site e enviar uma pequena história envolvendo o uso da bebida na superação de algum obstáculo.


Se você for bom no desenho e entender da coisa, pode fazer um storyboard (trata-se de um roteiro para animação, com os quadros desenhados um a um.).


Sua ideia pode se transformar em um VT (comercial para televisão) ou um spot (comercial para rádio) de, no máximo, 15 segundos.


Entre no site e informe-se sobre o concurso. O briefing (para os leigos,em poucas palavras, trata-se de algumas informações importantes para o desenvolvimento da sua ideia.) está lá.


Mas, corra! O concurso vai até dia 26 deste mês!


E foi uma vez....

Mulher no volante, perigo constante???



Fazia algum tempinho que não estava postando. Mas, diante deste comercial da Wolkswagen em homenagem ao dia da mulher...Impossível não comentar...Amei. Um texto pra lá de bem escrito, envolvente. Meus parabéns aos redatores e à equipe.

A grande sacada é simplesmente dizer ao homem como conquistar a mulher tendo como pano de fundo o produto, ou seja, o carro...O final é simplesmente o máximo: "...E se vc admitir que uma mulher dirige melhor do que vc, acredite: o mundo não acaba."

O filme é criado pela AlmapBBDO para a Wolks...Dá um confere no vídeo para compreender que não basta ser criativo...Ter que ter um bom conhecimento do público alvo...E olha que o comercial, embora faça uma homenagem ao sexo feminino, é sem dúvida voltado para os homens....


Um show.

E foi uma vez...!
ps. A imagem que ilustra o post...Trata-se de uma campanha publicitária muito bem elaborada...Recebi através destes programas de powerpoint...Estou tentando encontrar mais informações sobre para dar os devidos créditos e poder comentar. Até o momento, nada.

sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010

Livros de banca versus Código da Vinci? Análise Litertura Gracinha Parte II.


Ok. Confesso: ainda estou curiosa. E, desta vez, com o aspecto publicitário da coisa.

Veja bem, é uma questão de "honra científica", risos.

No último post falamos sobre as imagens e o movimento literário que impulsiona as histórias açucaradas e muitas vezes "hot" (termo constante nos blogs sobre o assunto em relação as publicações que apelam para alguma cena mais picante.) de tais obras. Fiquei pensando, como funciona o mercado para o produto?

Observando as mulheres por trás das obras, observo que a maioria esmagadora são de autoras estrangeiras, muitas com phd em literatura, com grande conhecimento histórico (e, portanto, a fascinação de algumas delas pelo período correspondente à história medieval escocesa, inglesa, enfim.)


Segundo matéria interessante no trash 80's blog, a fórmula constante nos livretos (com o clássico "final feliz") já dura 3 décadas e tem lugar cativo nas estantes de muitas brasileiras, vendendo em média 2 milhões de exemplares por ano! Ainda segundo o blog acima citado, um best seller como Código da Vinci, não alcança metade desse número.

Segundo as pesquisas realizadas pelas editoras (gigantes como a Nova Cultural - a pioneira e até então líder de mercado - e a Harlequim) o target é composto por mulheres que não se fazem de rogado e mandam cartas e e-mails comentando as histórias. Trata-se de um público que corresponde às mulheres de classe média, dos 20 aos 40 e que compram em média, 3 livrinhos por mês.

Bem, não é surpresa que estas histórias servem, como bem coloca o autor da matéria, de válvula de escape para as leitoras que provavelmente não tem uma vida de aventuras e paixões tórridas.

Em "Os empreiteiros" , a matéria é ainda mais contundente já pela chamada, "Romance açucarado corresponde a 35% das vendas a Editora". A publisher da Nova Cultural, Janice Florido , declara a predisposição da editora em reposicionar a marca, diante do feito da série "Clássicos Históricos" que atingiu em 98, 4 milhões de romances vendidos e se mantém.


A publisher compara a situação dos livretos no mercado ao das havaianas há 30 anos - " todo mundo usava e ninguém confessava" - e que com reposicionamento da marca, alcançou o status de modernidade e beleza, um ícone fashion. A ideia, segundo Janice, é fazer o mesmo. (Recomendo visitar o site para ler na íntegra a matéria.)

Para finalizar o assunto, o blog trash 80´s traz a receita infalível para um bom romance de banca entre os quais " é obrigatório colocar homens musculosos na capa" (essa é boa, estará explicada minha fascinação pelas capas?risos!). Alguns modelos até se tornaram famosos por isso. Pois é!

O happy end não pode faltar, de jeito nenhum. E a arte das capas tem que ser correspondente à trama. Se não...Não dá!

Se você ainda subestima o poder destes livrinhos...Fique certo de que são poderosas armas de vendas firmemente calcadas na arte de contar histórias e, claro, nas fantasias das leitoras.

E foi uma vez!!!

ps. As imagens foram retiradas do blog "Romances históricos". Faça uma visita. O blog diponibiliza, sem fins lucrativos, estas obras em formato de e-books. Para quem quer experimentar, é uma boa.









quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

A arte da Literatura Gracinha.


A arte de escrever romances de banca.

Achei interessante o tema e me dispus a procurar um pouco sobre o assunto. Na verdade, mais interessada pela arte da capa do que, de fato, pelo estilo literário.

As capas, sem dúvida, são maravilhosas. Ainda não consegui identificar se são realmente fotos ou pinturas. Enfim. (ponto para os belos escoceses e índios cheios de músculos que ora ou outra aparecem ilustrando as diversas historietas.)

Quem nunca leu uma "Sabrina" da vida?
Faz algum tempo que deixei de ler estes livros. E, percebo, que há um certo preconceito por este tipo de leitura. Um preconceito infundado. Alguns deles até podem ser superficiais, mas os meus preferidos sempre foram as trilogias e os romances históricos, cheios de elementos da época medieval. Ouso dizer que foi daí que me apaixonei pela história escocesa medieval, já que inúmeros exemplares tratam de guerras entre clãs, amor e ódio entre ingleses e escoceses.

Mas, como já disse, havia perdido o encanto por estes livros, já que tive a oportunidade de lê-los durante os meus quinze anos de idade. Minha mãe e tia eram uma dupla de devoradoras contumazes deste tipo de obra. Colecionadoras ávidas, tinham caixas destes livros. Com o tempo todos estes livros forma doados e só restaram em nossas prateleiras alguns exemplares mais tocantes, cujo enredo era mais envolvente.

Na busca para entender como são feitas as capas deparei-me com um blog muito interessante. Trata-se de Romances in Pink . Uma espécie de "estante virtual" onde a autora posta seus comentários sobre os romances que leu. Gostei muito porque além dos comentários da autora ela ainda nos permite observar as capas das versões em inglês.

Ao observar a forma como a "blogueira" descreve as obras, fica claro que o universo dos romances de banca é bem mais complexo do que se supõe. Entre romances clássicos e atuais, fica uma lista muito bem montada de livros para entreter. Confesso que depois da visita ao blog, que encontrei por um acaso e tem várias seguidoras, tive vontade de voltar a ler alguns exemplares.

Acredito que a coisa já é até meio "cult", já que muitos dos exemplares são extremamente raros de se encontrar, mesmo nos sebos!

Quem conhece o tipo de leitura sabe que eles tem uma dose de erotismo. (mas, que fique claro, não é pornografia!) E todos os elementos capazes de levar a leitora para diversos mundos, com galãs maravilhosos.

Experimente ler um exemplar. Como bem coloca a autora de Romances in Pink - tome cuidado, porque é viciante!

E foi uma vez...

Se quiser adquirir seus romances pela internet você pode acessar a página da Nova Cultural, dedicada à isso. Boa leitura.

A imagem que ilustra este post foi retirado do blog " A imagem do Romance" da Jornalista Caroline Santos. Também vale a pena visitar, já que se propõe a disponibilizar as capas brasileiras dos romances de banca! (Que era, originalmente, o meu principal objetivo.)


domingo, 31 de janeiro de 2010

As trapalhadas e a voz de Flapjack! Mwhihihihihi



Como diria uma amiga minha: Cartoon estranho.
Muito estranho.
Confesso que a primeira vez que me detive a assistir este desenho fiquei um pouco pasma, mas dentro em pouco estava revirando em gargalhadas na sala.


A animação é irreverente mesmo, com bonecos cujo os dentes saltam da boca quando riem, um capitão meio esquisitão (e nojento também), além de crianças que parecem velhas...??

Não achei assim, bem um desenho para criança...A linguagem é pouco ortodoxa...( vez ou outra uma personagem joga um "bruxa velha" e tem algumas cenas com pancadas e tal....Enfim.) e pode não agradar aqueles que estão acostumados com traços mais inocentes. Pelo que acompanhei, o canal dedicado à desenhos "Cartoon Network", passa a série animada um pouco mais tarde.

Na verdade, o tom das animações mudou muito. A violência é maior e o ritmo dos desenhos é mais rápido. Muitas vezes abusam de um certo humor sarcástico. Tenho ainda minhas dúvidas se as crianças que assistem conseguem absorver exatamente o que o desenho quer dizer. Observei em mim mesma. Minhas lembranças de alguns desenhos que assisti não abarcam o significado total. Só fui me dar conta do que assisti - mesmo - na idade adulta. Mas, ainda sim, não é desculpa para o conteúdo indiscriminado, até porque cada criança absorve o que vê de uma forma. (mas, convenhamos, não sou psicóloga. risos. Então não vou me deter em discutir o que não estou apta.)

De qualquer forma, as Aventuras de FlapJack giram em torno do próprio. Uma criança que tem como mãe uma baleia falante - e da qual ele mora dentro - e companheiro de brincadeiras o Capitão Falange. (sério, não sei o quê é o Capitão Falange. Nem sei como defini-lo.risos!) Saiba aqui a história do cartoon com maiores detalhes.

A razão por eu ter me apaixonado pelo desenho é, exatamente, a VOZ de flapjack. Que trabalho de dublagem! A voz de Flap é perfeita. O risinho, então!

Aliás, a voz de todas as personagens. Tudo muito bem feito. Gosto muito do trabalho dos dubladores, tenho achado que as dublagens estão cada vez melhores.

Como só agora me dei conta do desenho, saí a procurar sobre no youtube, para conferir mais alguns episódios, e não é que todos se apaixonam pela voz da personagem? Tanto assim que o Cartoon Network mudou a voz durante um certo período e os fãs, literalmente, se revoltaram. (veja a matéria do site Portallos. E confira um episódio com a Voz da discórdia. A voz do dublador não é ruim. O problema é que não é a voz do Flap. A voz do outro dublador consegue ser a "cara" do Flap! É a mesma coisa que fizeram com o Homer Simpson!) É possível encontrar no youtube até um vídeo de uma das fãs externando sua indignação. Uma falha grave do canal é não possuir e-mail de contato onde os telespectadores possam comunicar-se.

Por essas e outras, mesmo que o cartoon não agrade, basta ouvi-lo. (confira um episódio clicando aqui. Este, sim, está com a voz do dublador original)

E foi uma vez...!
(ps. as imagens que ilustram o post foram retiradas do fórum de discussão da UOL, cujo endereço se encontra em um link acima, sobre a história do desenho.)






sábado, 30 de janeiro de 2010

H2OHHHHH....Por um mundo mais leve.


Todos pegando carona na consciência pró verde.


Sabemos que mostrar uma postura de cidadania e preocupação com o mundo que nos rodeia pode resultar em pontinhos positivos para a imagem da marca.

Que o diga O Boticário, a Natura, enfim.


Fui conferir o que estava rolando no site da H2OH! e posso dizer que tive uma supresa agradável. Claro que nada que possa "bater" a campanha de animação do lançamento do H2OH! limão e maçã idealizada pela agência Almapbbdo. Para mim o melhor que já vi deste produto. Alguém lembra? Usaram uma animação com o bichinho da maçã? As peças impressas mostravam o bichinho deixando a maçã e mudando-se para o produto? Ainda não? Então, clique aqui e confira o vídeo.

De qualquer forma, no site você pode conferir os impressos e filmes de divulgação do novo sabor limão-maracujá. O que mais gosto no site é a possibilidade de ter acesso as "receitinhas". Saborosos drinks naturais à base de H2OH! Estou louca para experimentar o de abacaxi.

Continuando: o site traz algumas das ações da H2OH por um mundo melhor e dicas de outros sites que trazem conteúdo ecológico. Estas dicas de sites estão disponíveis para baixar. Achei instrutivo.

Só não gostei muito do canal notícias, já que te manda para o site da contigo! (???) e aí eu não entendi nada, mas tudo bem. Achei que seriam notícias que envolvessem o assunto principal abordado até então pelo site: ecologia.

Nada fabuloso, mas interessante pela iniciativa de divulgar ações e sites ligados ao verde.

Entre no site e confira você mesmo.


E foi uma vez!

sexta-feira, 29 de janeiro de 2010

Campanha Fiat Doblò: uma coisa leva a outra



Começo o post de hoje falando sobre uma campanha interessante idealizada para Fiat.


Trata-se da campanha "Uma coisa leva a outra"( e o novo Doblò leva a todas). Segundo vídeo (clique aqui para conferir) de divulgação presente no youtube, os internautas entravam no hotsite da empresa, completavam a caixa com a frase uma coisa leva a outra, onde os vocábulos "coisa" e "outra" eram modificados segundo a imaginação do internauta. O resultado foram diversas frases, que depois passaram a ser ilustradas por 12 cartunistas ao vivo durante cinco dias. Foram mais de 6.000 desenhos realizados.


O desejo da campanha era envolver o internauta, pois afinal, o que torna o fiat Doblò tão legal é aquilo que você faz com ele.


Muito bem bolado. Essa ideia de envolver cartunistas para desenhos ao vivo usando como pano de fundo e objeto principal o produto, o máximo! Gostei bastante. Segundo o blog de Luciano Dias as agências envolvidas na concepção da ideia e das ações são a Leo Burnett, Agência Click, Sunset e The Marketing Store. Quanto ao hotsite a responsável é a Agência Click.
Nele, você pode conferir alguns dos desenhos e as frases que originaram as ilustrações. Há a possibilidade de baixar as ilustrações como papel de parede ou divulgar usando o facebook ou o twitter. Ou seja, divulgação gratuita, desenhos e carro com a cara do dono...! Afinal, o que não é o ato de desenhar do que tornar o produto divertido e íntimo? Um verdadeiro retrato do dono e do seu carro!
Exemplo de como as mídias digitais podem ser muito bem utilizadas.


Visite o hotsite, clicando aqui e confira.


E foi uma vez!

quinta-feira, 28 de janeiro de 2010

Um parente no Glee?



Ah, mas essa é muito boa. Acabo de descobrir que tenho um parente na premiada série Glee, da Fox.


Para começar, gosto muito da série. Na verdade, acho despretensiosa e diferente. Consegue juntar milhares de personalidades opostas, com confitos próprios em um inocente grupo de Coral.


Bem, para quem não conhece, os episódios se passam em um colégio estadunidense e, sim, tem aquela eterna briga entre populares e menos populares (coisa que confesso nunca ter visto no Brasil.). Até que o professor de Espanhol Will Shuester decide assumir o Clube do Coral. E ali ele reúne os fracassados que se mostram donos de belas vozes. Em pouco tempo a revolução está formada, pois o pequenino grupo começa a atrair as consideradas estrelas do colégio como o quarter back Finn Hudson.

O que me atrai é exatamente as personagens cheias de tiques e maluquices. Aquela coisa de não existir o estereótipo do bonzinho ou mauzinho. Todos temos os nossos momentos. Ninguém é perfeito. E, creio que no caldeirão de Glee você encontra de tudo.

Rachel Berry, apesar de ser uma das melhores cantoras do coral, é egoísta e sim, bem chatinha. Em sua eterna busca pelo estrelato ela não mede esforços para passar por cima dos colegas. Ela é uma mistura de menininha com mulher e nutre uma paixão secreta (ou nem tanto assim) por Finn. No decorrer da série ela vai se mostrando sensível, envolvendo-se com os colegas do coral sem deixar de lado o seu jeito maluquinho. O episódio em que Rachel cai de amores pelo professor Shuester é engraçado demais. A atriz consegue passar pelo olhar toda sua ansiedade e obsessão pela busca do par perfeito.

Kurt! Ele é uma das minhas personagens favoritas! E acabei de descobrir que o nome completo deste homossexual assumido é Kurt Hummel! Que coisa, hein!

Eu considero o ator muito bom, pois ele o encarna com muita realidade. O Kurt conhece todos os segredos femininos, é extremamente elegante e portanto, veste-se muito bem. E sim, também gosta de Finn. O episódio em que ele erra uma nota na disputa pela vaga de solista com Rachel, é sem dúvida, muito interessante. O relacionamento da personagem com o pai - durão, típico heterossexual - é cheio de cumplicidade.

E por fim, Sue Sylvester. Ah, mas eu adoro ela. Durona, faz de tudo para acabar com o Clube do Coral. Ela vive implicando com Shuester, mas lá no fundo ela não é tão ruim assim. Quem já a viu apaixonada ou cuidando da irmã (sim, ela tem uma irmã com síndrome de dawn!) sabe que Sue é bem mais do que aquilo que aparenta. Ela e Shuester fazem uma dupla e tanto e rendem cenas bastante divertidas.

Claro que as músicas são um capítulo à parte. Ouvi ou li em alguma parte que a ideia do seriado era instituir uma espécie de "RBD" americano. A proposta é tornar as personages de Glee passíveis de realizarem shows no mundo real. Bem, não podemos negar que existem similaridades entre a novelinha pré adolecente e a série. Afinal, RBD também mostra um mundo bem diferente do convencional, com jovens lutando por um espaço ao tentar livrar-se da tirania dos mais velhos. As personagens também tem seus conflitos próprios e fogem, sim, do convencional, alternando suas ações conforme seus interesses e tendências de personalidade e criação.

Mais informações sobre a série, os episódios, notícias e curiosidades acesse o site Glee Brasil.

E foi uma vez!

quarta-feira, 27 de janeiro de 2010

Existe vida inteligente nos comerciais de cerveja!

Sim. Pesquisas mostram que existe vida inteligente por trás dos comerciais de cerveja.
Bem, brincadeiras à parte, é normal que, a fim de cativar o target (em sua maioria, não há como negar, de homens.) as campanhas de cerveja utilizem seus principais artifícios: mulheres. Mulheres. E...Já falei mulheres???

Bom, não quero ser ativista do movimento feminino. Mas, a verdade é que a mulher não passa de um mero objeto de desejo associado ao consumo da "cerva" e, mais! A traição é algo bastante comum e aprovadíssimo. (Não lembro o anunciante, mas foi veiculado um comercial em que a namorada ligava para o rapaz e ele, a fim de enganá-la para ir ao bar, inventa mil desculpas, e termina com uma "gostosona" do lado ao som das risadas dos amigos. Tentei encontrar o dito comercial no youtube, mas não obtive sucesso ainda.) Outro comercial que, tudo bem, é engraçado, não posso negar que quem fez até que teve bastante criatividade! Eu mesma ri bastante.




Entretanto, é inegável que a figura feminina é bastante degradada. Trata-se do Mestre Cervejeiro da Nova Schin. O comercial chama-se "colarinho". A jovem está à procura do mestre cervejeiro porque encontrou uma mancha de batom no colarinho da camisa do marido. E, ele, enfim, consegue convencê-la que está tudo bem. (só assistindo para ver como a mulher se comporta.)


Mas, temas morais à parte, gosto daqueles que conseguem fugir da fórmula - mulheres, mulheres e mulheres - construindo histórias bem humoradas. É o caso do comercial da Heineken que tive o prazer de ver no ar. Antes, só o havia visto na internet.

O melhor foi ver a reação dos homens que estavam no momento assistindo à TV ao meu lado. Deram boas e gostosas risadas.

Um VT curto, que começa com uma mulher mostrando a casa para as amigas, até levá-las à um imenso closet. As mulheres começariam a gritar de prazer se não fosse por berros masculinos maiores vindos de outro compartimento. E então, vemos que são homens dentro de um imenso freezer abarrotado de cerveja. O melhor são os closes nos rostos dos homens...! Vale a pena assistir. Aliás, acho os vts da Heineken, em sua maioria, muito bem feitos. O comercial com a estrela de Friends, Jenifer Aniston, também é muito boa. A trilha sonora foi muito bem encaixada. (Jenifer está tentando pegar um engradado da cerveja mas, por ser baixa demais, não obtém êxito. Surge um rapaz. Ele a olha, surpreso. Ela sorri e lhe pede ajuda. Ele, ainda surpreso, pega o engradado. Ela agradece e estende as mãos esperando que ele lhe dê o último engradado de Heineken. E lá ela fica, pois o rapaz vai embora deixando-a de mãos abanando.)

Outro exemplo que gosto de citar são as historietas da Antartactica. A sequência dos ' sérgios' foi realmente boa (você deve se recordar da briga do três Sérgios - Sérgio Mallandro, Loroza e Chupala - e do Sílvio Luiz pela garrafinha! Ótimo.). Mas, me refiro aquele VT em que estão os dois Sérgios e o Sílvio assistindo ao jogo. A partida acaba e eles decidem ir embora. O Serjão (um comediante muitíssimo engraçado por sinal) avisa que ainda há muita cerveja na geladeira e eles decidem ficar, pois " ainda existe muita coisa na televisão". E lá estão, todos eles assistindo a programas de culinária e ginástica. O último take é hilário..."Alongoooouuuu"...E dá-lhe cerveja Antartica.

Curto, simples, engraçado, criativo e...Acima de tudo...Diferente!

Pelo que me parece os vts dos Sérgios são assinados pela W//Brasil.


Enfim. É um bom exemplo de como se destacar sem apelar para os meios convencionais ( que à guisa das discussões sobre a figura da mulher são, sim, formas de tornar o produto mais atrativo para o público a que se destina.)

E foi uma vez!
ps. As imagens foram conseguidas do site http://gurufilmes.wordpress.com/2009/08/07/heineken-melhor-comercial-da-historia/ passa lá que você consegue conferir o vídeo.

terça-feira, 26 de janeiro de 2010

O sonho de Karina.



O futuro como eu sempre quis.

Eu simplesmente adorei essa campanha da Fundação Telefônica quando ela foi ao ar. Infelizmente o hotsite já foi desativado, mas lembro que o visitei ávida para saber como foram feitas as animações para o VT.

Conforme me lembro, as animações foram baseadas em histórias reais de crianças que por meio dos projetos da Fundação tiveram um futuro melhor e, com muita sensibilidade, desenvolvidas por uma equipe antenada.

Meu filme favorito, entre todos que foram desenvolvidos, é de Karina, cuja canção é cantada por Luciana Mello. (Teve até uma novela do SBT que tentou usar a música como tema para um casalzinho romântico...Mas, uma vez que se vê a campanha não dá messsmooo para desvincular!)

Não há como não se apaixonar. Uma animação leve, sobre um tema sério.

A campanha foi desenvolvida pela Y&R e, na época, era possível baixar filme e música no hotsite.

Encontrei mais informações da peça publicitária - um vt de 30" - no site Portal Fator Brasil. (Acesse www.revistafator.com.br/ver_noticia.php?not=7551)

Achei digno de postar uma consideração sobre esse tema, porque são histórias reais comovendo milhares de pessoas. Só achei uma pena porque não consegui encontrar quem foi responsável pelo desenho e animação. O roteiro é de Tomás Lorente e Alexandre Lucas.

E foi uma vez ....

Uma heroína no estilo de Kill Bill


Bem, algumas vezes tenho o costume de assistir o meu querido irmãozão jogar video-game e, devo dizer que estou cada vez mais impressionada com o que tenho visto.


Gráficos espetaculares, enredo bem feito, cenografia elaborada, movimentos cada vez mais complexos.


É o que posso dizer do game para o XBox 360, chamado Wet.

De início achei o gráfico meio estranho, mas ao longo do jogo pude notar que é pura questão de estilo, de identidade visual mesmo.


O enredo gira em torno da mercenária de aluguel Rubi. Por dinheiro, a moçoila aceita as mais variadas missões. E lá vai ela. Um tanto boca suja, sedenta de sangue e devidamente armada, Rubi faz acrobacias espetaculares. (lembrei muito do Prince of persia quando vi o coitado do meu irmão correndo pelas paredes e executando pulos dignos de um acrobata circense)


Não sei quanto a jogabilidade e tal, até porque não joguei. Mas, tem uma fase que a heroína perde o controle. A tela fica totalmente vermelha, as silhuetas das personagens pretas e ao fundo um rock embala a fúria da personagem. É quase impossível não sentir a adrenalina subir. (e, acredito que este seja o objetivo, já que a trilha sonora do game traz músicas neste estilo - rock e algumas pegadas country.)


Não é um game para crianças. Nem um pouco. É bem violento, confesso. (sangue jorra pra todo o lado e a trilha sonora só contribui para aumentar a sensação de "vamos matar todo mundo". Bem, quem conhece o estilo de Quentin Tarantino sabe como a coisa toda funciona.)


De qualquer forma, o que mais me chamou a atenção foi o estilo do game, com diversas propagandas - parecem dos anos setenta, sei lá, não consegui identificar bem - rolando nos intervalos entre uma fase e outra.


Navegando pela net encontrei um comentário no brainstorm 9 sobre o assunto. Trata-se do vídeo de lançamento do game. Segundo o site: um vídeo viral musical. (visite e confira: www.brainstorm9.com.br/2009/08/04/wet-quando-ate-as-suas-vitimas-ficam-impressionadas/) Olha, inclusive, este vídeo é ótimo. Uma balada romântica das vítimas de Rubi para Rubi!Muito boa a brincadeira da desenvolvedora Bethesda. Achei bem bolado.


Enfim. Não é de hoje que os games também estão se transformando em ferramenta para propaganda.... Comentarei mais sobre o assunto dentro em breve.


E foi uma vez!

segunda-feira, 25 de janeiro de 2010

Tudo o que preciso para dormir são duas gotas de Chanel Nº 5!


Meu interesse pelos mini-filmes da chanel aumentou depois que me dispus à analisar um deles para o meu projeto monográfico. " Her kiss. Her smille. Her perfume" foi a peça que escolhi para servir de estudo de caso para o meu tema.


Aliás, tenho que confessar. O mini-filme é lindo. Esses dias visitei o brainstorm 9 e li uma série de críticas negativas das quais, embora discorde, respeito. Em termos de VT publicitário passa longe. Mas, também não podemos caracterizá-lo como um filme. O roteiro, sem dúvida, bebe do cinematográfico. Na verdade, discordo porque passei horas analisando o roteiro, os elementos, as mitologias presentes na peça. Então, é muito difícil classificar como falta de criatividade. (conforme vi em algumas críticas mais ferrenhas).


Para quem ainda não conseguiu visualizar de qual peça estou falando, trata-se do mini filme em que Rodrigo Santoro encarna o poeta apaixonado por Nicole Kidman, a diva do cinema.


De qualquer forma, o novo filme da Chanel traz a minha querida Audrey Tatou! Quase um flashback de Amelie Poulain já que o diretor do mini-filme é Jean Pierre Jeunet o mesmo de Amelie, claro!


A mitologia da marca é a mesma: o íntimo, o pessoal, o romântico, o sonho. Tudo é preservado. Segundo o artigo presente no site "pefume na pele" (veja artigo na íntegra aqui: www.perfumenapele.com) Jeunet afirma que gravar no Orient Express (trem) é trabalhar com um mito, já que " é mágico, pois os trens são como que suspensos fora do tempo." Importante deixar claro que os filmes da Chanel trabalham com a questão da memória. Os perfumes são atemporais, pois falam as emoções mais íntimas.


Enfim. A própria Audrey vai encarnar Coco Chanel no cinema, em obra biográfica. Embora ela deixe claro que não vê relação com o comercial, acho pefeito!

Vale a pena assistir aos dois mini-filmes.


Eu, particularmente, os adoro.


E foi uma vez...!