sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010

Livros de banca versus Código da Vinci? Análise Litertura Gracinha Parte II.


Ok. Confesso: ainda estou curiosa. E, desta vez, com o aspecto publicitário da coisa.

Veja bem, é uma questão de "honra científica", risos.

No último post falamos sobre as imagens e o movimento literário que impulsiona as histórias açucaradas e muitas vezes "hot" (termo constante nos blogs sobre o assunto em relação as publicações que apelam para alguma cena mais picante.) de tais obras. Fiquei pensando, como funciona o mercado para o produto?

Observando as mulheres por trás das obras, observo que a maioria esmagadora são de autoras estrangeiras, muitas com phd em literatura, com grande conhecimento histórico (e, portanto, a fascinação de algumas delas pelo período correspondente à história medieval escocesa, inglesa, enfim.)


Segundo matéria interessante no trash 80's blog, a fórmula constante nos livretos (com o clássico "final feliz") já dura 3 décadas e tem lugar cativo nas estantes de muitas brasileiras, vendendo em média 2 milhões de exemplares por ano! Ainda segundo o blog acima citado, um best seller como Código da Vinci, não alcança metade desse número.

Segundo as pesquisas realizadas pelas editoras (gigantes como a Nova Cultural - a pioneira e até então líder de mercado - e a Harlequim) o target é composto por mulheres que não se fazem de rogado e mandam cartas e e-mails comentando as histórias. Trata-se de um público que corresponde às mulheres de classe média, dos 20 aos 40 e que compram em média, 3 livrinhos por mês.

Bem, não é surpresa que estas histórias servem, como bem coloca o autor da matéria, de válvula de escape para as leitoras que provavelmente não tem uma vida de aventuras e paixões tórridas.

Em "Os empreiteiros" , a matéria é ainda mais contundente já pela chamada, "Romance açucarado corresponde a 35% das vendas a Editora". A publisher da Nova Cultural, Janice Florido , declara a predisposição da editora em reposicionar a marca, diante do feito da série "Clássicos Históricos" que atingiu em 98, 4 milhões de romances vendidos e se mantém.


A publisher compara a situação dos livretos no mercado ao das havaianas há 30 anos - " todo mundo usava e ninguém confessava" - e que com reposicionamento da marca, alcançou o status de modernidade e beleza, um ícone fashion. A ideia, segundo Janice, é fazer o mesmo. (Recomendo visitar o site para ler na íntegra a matéria.)

Para finalizar o assunto, o blog trash 80´s traz a receita infalível para um bom romance de banca entre os quais " é obrigatório colocar homens musculosos na capa" (essa é boa, estará explicada minha fascinação pelas capas?risos!). Alguns modelos até se tornaram famosos por isso. Pois é!

O happy end não pode faltar, de jeito nenhum. E a arte das capas tem que ser correspondente à trama. Se não...Não dá!

Se você ainda subestima o poder destes livrinhos...Fique certo de que são poderosas armas de vendas firmemente calcadas na arte de contar histórias e, claro, nas fantasias das leitoras.

E foi uma vez!!!

ps. As imagens foram retiradas do blog "Romances históricos". Faça uma visita. O blog diponibiliza, sem fins lucrativos, estas obras em formato de e-books. Para quem quer experimentar, é uma boa.









quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

A arte da Literatura Gracinha.


A arte de escrever romances de banca.

Achei interessante o tema e me dispus a procurar um pouco sobre o assunto. Na verdade, mais interessada pela arte da capa do que, de fato, pelo estilo literário.

As capas, sem dúvida, são maravilhosas. Ainda não consegui identificar se são realmente fotos ou pinturas. Enfim. (ponto para os belos escoceses e índios cheios de músculos que ora ou outra aparecem ilustrando as diversas historietas.)

Quem nunca leu uma "Sabrina" da vida?
Faz algum tempo que deixei de ler estes livros. E, percebo, que há um certo preconceito por este tipo de leitura. Um preconceito infundado. Alguns deles até podem ser superficiais, mas os meus preferidos sempre foram as trilogias e os romances históricos, cheios de elementos da época medieval. Ouso dizer que foi daí que me apaixonei pela história escocesa medieval, já que inúmeros exemplares tratam de guerras entre clãs, amor e ódio entre ingleses e escoceses.

Mas, como já disse, havia perdido o encanto por estes livros, já que tive a oportunidade de lê-los durante os meus quinze anos de idade. Minha mãe e tia eram uma dupla de devoradoras contumazes deste tipo de obra. Colecionadoras ávidas, tinham caixas destes livros. Com o tempo todos estes livros forma doados e só restaram em nossas prateleiras alguns exemplares mais tocantes, cujo enredo era mais envolvente.

Na busca para entender como são feitas as capas deparei-me com um blog muito interessante. Trata-se de Romances in Pink . Uma espécie de "estante virtual" onde a autora posta seus comentários sobre os romances que leu. Gostei muito porque além dos comentários da autora ela ainda nos permite observar as capas das versões em inglês.

Ao observar a forma como a "blogueira" descreve as obras, fica claro que o universo dos romances de banca é bem mais complexo do que se supõe. Entre romances clássicos e atuais, fica uma lista muito bem montada de livros para entreter. Confesso que depois da visita ao blog, que encontrei por um acaso e tem várias seguidoras, tive vontade de voltar a ler alguns exemplares.

Acredito que a coisa já é até meio "cult", já que muitos dos exemplares são extremamente raros de se encontrar, mesmo nos sebos!

Quem conhece o tipo de leitura sabe que eles tem uma dose de erotismo. (mas, que fique claro, não é pornografia!) E todos os elementos capazes de levar a leitora para diversos mundos, com galãs maravilhosos.

Experimente ler um exemplar. Como bem coloca a autora de Romances in Pink - tome cuidado, porque é viciante!

E foi uma vez...

Se quiser adquirir seus romances pela internet você pode acessar a página da Nova Cultural, dedicada à isso. Boa leitura.

A imagem que ilustra este post foi retirado do blog " A imagem do Romance" da Jornalista Caroline Santos. Também vale a pena visitar, já que se propõe a disponibilizar as capas brasileiras dos romances de banca! (Que era, originalmente, o meu principal objetivo.)